Em 2011 aprendi que não adianta pular ondinha na virada do ano se você não fizer por onde as coisas aconteçam na sua vida. A recompensa pelo esforço sempre vem, é inevitável. Esqueça a calcinha e cueca colorida, é tudo mentira essa coisa de que a cor vai fazer diferença no que vai acontecer com a gente. Tudo mentira.
Aprendi também que a distância é sempre uma desculpa pra falta de interesse. Quem quer vai atrás, simples assim.
Uma coisa que eu já sabia mas que fiz questão de atestar, é que vale (muito) a pena rever os amigos da vida toda e poder lembrar tudo o que passamos juntos, mesmo que o encontro seja uma única vez no ano inteiro.
Entendi que família é bicho complicado, mas não dá pra viver sem. É lá que você encontra apoio incondicional, amor, carinho e um pouco de confusão (lógico).
Experimentei muitos sentimentos diferentes. Senti medo, receio, tristeza, decepção e arrependimento. Também fiquei feliz e sorri que nem boba, e tantas outras vezes me emocionei com a simplicidade da vida.
Convivi com a saudade e a incerteza.
Aprendi a respeitar o momento de cada um que esteve ao meu redor, mesmo que não respeitassem o meu. A vida tem dessas coisas.
Confiei segredos e intimidades. Guardei um bocado deles também.
Aprendi ainda que por mais que a gente se importe com as pessoas, elas simplesmente não se importam conosco. E que tem muita gente que tem as outras pessoas como descartáveis. É como se enjoasse do outro, ou mesmo como se a pessoa perdesse a utilidade e fosse trocada por outra. É muita gente egoísta.
Assisti muitos shows esse ano, 14 no total. De Aerosmith a Zé Ramalho. Fui acompanhada e fui sozinha. Fui debaixo de Sol e debaixo de chuva. Guardei todos os ingressos, gosto disso.
E 2011 vai ficar marcado pela perda (enorme) de uma pessoa que eu amava, pela alegria e alívio da entrega do meu TCC e por ter me formado junto aos meus amigos e companheiros de faculdade. Fica marcado também por conseguir um novo emprego, pelo beijo intenso e cheio de vontade, por ter a oportunidade de conhecer melhor o que eu sinto, e por ter que me despedir do que antes era de praxe e cômodo.
2012 vem ai pra me testar. Vou sem medo, na cara e na coragem.