Silêncio

E vos escrevo sobre mais uma coisa que aprendi:
Não falar é tão prejudicial quanto falar em demasia. E pode ter CERTEZA, não tarda para as coisas saírem do controle.
Quando você deixa de falar, deixa escapar também a oportunidade de mostrar o que pensa e sente. Perde a chance de ser entendido ou de quebrar uma visão errada que o outro tem de você.
Saiba: a outra pessoa NUNCA vai adivinhar o que o seu silêncio esconde. Ninguém nasce com uma bola de cristal embutida, ou com o poder de ler a mente.

Depois que o tempo passa, e você percebe que não estava velando algo (silêncio) realmente importante, a sensação de desperdício e perda de tempo é gritante!
Deixar de falar é mais fácil e simples, e geralmente é isso que escolhemos: os caminhos menos tortuosos.
Falar com sabedoria e no momento certo é um dom. Saber a hora de calar também.

Acomodada

Somos nós quem determinamos até onde queremos sofrer e levar adiante alguma coisa que não vale a pena. Ninguém nos obriga a manter algo que nos machuca e que não é o que a gente sonhou um dia. Temos o livre arbítrio, e as vezes é tão difícil saber o que fazer com ele, que a gente se acomoda e prefere não pensar muito. Prefere não se arriscar.
De uns tempos pra cá percebi que me acomodei com muitas situações que me deixava insatisfeita, e mesmo assim eu não tinha ânimo, ou seja lá o que for, pra levantar, sacudir a poeira e fazer tudo diferente. Eu simplesmente ia tocando a vida e empurrando com a barriga. Me esqueci dos meus sonhos e de mim mesma. Deixei para atrás vontades e passei a me contentar com o mínimo. Hoje vejo que perdi muito tempo, mas eu sou muito nova, tenho tanta vida pela frente e não posso continuar levando as coisas da mesma maneira que sempre.
Acredito que acordei pra mim, e hoje consigo enxergar qualidades e um potencial que antes eu não via. Estou acreditando mais nas coisas que eu penso e sinto.
Vou dar a cara a bater, correr atras dos meus sonhos e aprender com cada queda e rejeição. Quem tá aqui pra sobreviver, tá roubando tempo de quem quer viver e ver a vida de forma ímpar. Eu não quero ser uma dessas pessoas. Quero mudar, tenho sede e fome de algo novo. Sou muito inquieta pra ficar aqui amarrada ao que é pequeno demais pra mim.
É hora de desapegar dos velhos hábitos e de gente que não faz bem e que só quer sugar o que tenho de bom. É hora de abrir os olhos e conseguir enxergar as oportunidades e ser rápida pra não deixar escapar.

Eu valho a pena

Hoje comecei a pensar que eu não me valorizo tanto quanto mereço, e que sou sim, muito melhor do que imagino.
Eu valho a pena.
Sei que valho investimento: aprendo rápido e tenho qualidade. Sei que valho o tempo que dispensam a mim: sou divertida, bem humorada, otimista e cuidadosa. Sei que valho lágrimas: sou diferente, ímpar e faço falta.
Não pensei em momento algum em fazer um texto modesto. Sei o que sou, mas as vezes esqueço.

Barco

Um barco precisa do vento pra sair do lugar, pra viajar pra outros mares e conhecer novas águas. O meu barco começou a sentir uma brisinha e isso pra mim é sinal de que 2012 chegou. Não importa a intensidade do vento, o importante é não ficar parada. Sei que me empolgo com algumas notícias, e com coisas incertas, mas acho que a gente precisa acreditar em algumas coisas pra vê-las acontecer. Confesso que as vezes me deixo abater com algumas coisas bobas, sendo que eu poderia simplesmente ignorar e ir tocando a vida, mas isso é normal, todo mundo é assim. Mesmo com tudo isso, eu me deixo influenciar (mais) pelas coisas boas, pelas coisas que me fazem bem, e que me fazem acreditar que eu sou capaz. Prefiro não deixar a balança equilibrada entre sonhos e decepções. Deixo sempre o lado dos sonhos mais cheio. Eu gosto de acreditar que as coisas são possíveis, gosto de fingir que muitas delas dependem só de mim pra acontecer. Isso pode soar meio bobo, mas é verdade. Enquanto acredito que está nas minhas mãos, me sinto segura e confiante. Acho que isso tudo é o vento que sopra meu barquinho pra direção que eu quero. A bússola a gente leva no coração, a mente serve pra termos certeza se a rota tá certinha.

Praia


Peruíbe - 2010

Queria estar numa praia agora… Que estranha essa minha vontade! Se fosse em outros tempos, eu ia querer ir pro meio do mato, armar uma rede, deitar e não pensar em nada. Mas hoje eu queria um pouco de vida, de cor e calor. Queria sentir o vento no cabelo, e ouvir o barulho do mar. Queria um descanso. Queria sentir algo novo.

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Bom Humor

Na vida a gente passa por tanta coisa, e algumas vezes se deixa abater por muito pouco. Nem sempre é fácil levar a vida numa boa, rindo e tirando os problemas “de letra”, mas uma coisa que é certa, é que a gente tem que sempre tentar tirar algo bom das situações, mesmo das ruins.
O texto hoje é pra falar de bom humor, que é a coisa que mais me chama a atenção quando conheço alguém. Admiro e me encanto com quem tem esse senso apurado. Gente que vê a vida de forma menos azeda e que ajuda a adoçar a minha.
Bom humor não é só fazer piadinha e querer fazer todo mundo rir, é um pouco mais que isso. Ser bem humorado é conseguir sorrir e não se abater com as coisas que não saíram como era esperado. É levar a vida de forma mais leve. É não vestir a armadura e encarar a vida de braços e mente abertos. É educação. É a certeza de estar sempre acompanhado, porque quem leva o sorriso no rosto e vê a vida com otimismo é imã. Todo mundo quer estar perto pra poder aproveitar um pouquinho disso.
E quem é bem humorado faz piadinha, é lógico que faz, e muitas! Podem ser piadas geniais, ou aquelas que ninguém ri. O importante é o clima descontraído. Ser bem humorado é também ser sagaz e desprendido. Quanto menos se importar com o que os outros falam, melhor. E quando não dá pra fugir, é saber fazer piada com a situação.
E pra quem fica ai de cara amarrada, saiba que isso só afasta as pessoas. Ninguém gosta de ficar perto de quem tá com a cara feia.

Pra mim bom humor não é PLUS, é PRÉ REQUISITO.

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Ainda não começou

Comecei 2012 com a sensação de que o ano ainda não começou. É um sentimento diferente dos outros anos, é como se algumas coisas (boas) tivessem deixado de acompanhar a virada do ano, e ficassem presas em 2011. É como se muitas “pontas soltas” ainda resistissem e não deixassem a vida seguir o curso normal que é pra frente e pra sempre.
Enquanto 2011 ia caminhando para o fim, algumas coisas desandaram e a ansiedade por um novo ano começava a aflorar. Senti as pessoas diferentes, em todos os sentidos, todas ela com a ânsia por um novo ano, e uma nova chance pra recomeçar.
Quando um novo ano começa, a gente quer se livrar de muitos hábitos e obviamente quer adquirir outros tantos. Acontece que as vezes algumas pessoas deixam “coisas” (hábitos, amizades, sonhos) boas e verdadeiras pra trás, e se enganam com o brilho e a promessa de outras coisas que teoricamente são melhores, e que vão satisfazer o que antes antes não eram suficientes. É um grande engano que as pessoas só se dão conta depois que quebram a cara.
Ano novo é tempo de rever os amigos que a gente passa o ano todo sem ver (e que dá uma saudade danada). É a chance de poder rir da mesma história que contaram nos anos anteriores, colocar as novidades em dia e ver como o cabelo daquela sua amiga tá diferentão, e que a barba daquele outro amigo tá enoooorme!
Ano novo chega sempre cheio de expectativas e vontades. Pra maioria ele chega em Janeiro, mas pra outros chega só em Abril. Tudo depende de como se vê as coisas e de como as sente.
A gente planeja e sonha com viagens incríveis, imagina um novo corte de cabelo e até uma corzinha pra chocar a galera. Abre o guarda-roupa na intenção de se desfazer das roupas velhas pra dar lugar ao que virá novinho das lojas. Fazemos uma limpezinha nas gavetas, jogamos fora a papelada inútil do ano que passou. E claro, prometemos “mundos e fundos” pros próximos 365 dias que teremos pela frente.
Tudo isso porque ano novo é sempre igual, e acho que é justamente por isso que não sinto que meu ano começou. Não fiz planos e nem promessas. Não arrumei meu guarda-roupa, não joguei papel fora e nem vi nada de novo que realmente valesse a pena nas pessoas. Todas estão tão distantes e preocupadas apenas com seus próprios umbigos e problemas…
Talvez meu ano comece amanhã, na semana que vem ou só lá em Abril mesmo. Mas se o seu já começou, faça as suas promessas tomarem forma e seus sonhos valerem a pena. 2012 além de ter 366 dias (uma a mais pra se viver), ainda chegou com a especulação de que ia acabar… ou seja, não perde tempo não!

2011

Em 2011 aprendi que não adianta pular ondinha na virada do ano se você não fizer por onde as coisas aconteçam na sua vida. A recompensa pelo esforço sempre vem, é inevitável.  Esqueça a calcinha e cueca colorida, é tudo mentira essa coisa de que a cor vai fazer diferença no que vai acontecer com a gente. Tudo mentira.

Aprendi também que a distância é sempre uma desculpa pra falta de interesse.  Quem quer vai atrás, simples assim.

Uma coisa que eu já sabia mas que fiz questão de atestar, é que vale (muito) a pena rever os amigos da vida toda e poder lembrar tudo o que passamos juntos, mesmo que o encontro seja uma única vez no ano inteiro.

Entendi que família é bicho complicado, mas não dá pra viver sem. É lá que você encontra apoio incondicional, amor, carinho e um pouco de confusão (lógico).

Experimentei muitos sentimentos diferentes. Senti medo, receio, tristeza, decepção e arrependimento. Também fiquei feliz e sorri que nem boba, e tantas outras vezes me emocionei com a simplicidade da vida.

Convivi com a saudade e a incerteza.

Aprendi a respeitar o momento de cada um que esteve ao meu redor, mesmo que não respeitassem o meu. A vida tem dessas coisas.

Confiei segredos e intimidades. Guardei um bocado deles também.

Aprendi ainda que por mais que a gente se importe com as pessoas, elas simplesmente não se importam conosco. E que tem muita gente que tem as outras pessoas como descartáveis. É como se enjoasse do outro, ou mesmo como se a pessoa perdesse a utilidade e fosse trocada por outra. É muita gente egoísta.

Assisti muitos shows esse ano, 14 no total. De Aerosmith a Zé Ramalho. Fui acompanhada e fui sozinha. Fui debaixo de Sol e debaixo de chuva. Guardei todos os ingressos, gosto disso.

E 2011 vai ficar marcado pela perda (enorme) de uma pessoa que eu amava, pela alegria e alívio da entrega do meu TCC e por ter me formado junto aos meus amigos e companheiros de faculdade. Fica marcado também por conseguir um novo emprego, pelo beijo intenso e cheio de vontade, por ter a oportunidade de conhecer melhor o que eu sinto, e por ter que me despedir do que antes era de praxe e cômodo.

2012 vem ai pra me testar. Vou sem medo, na cara e na coragem.

Ana Cañas

E às vezes a gente precisa esvaziar a mente pra poder encher o coração.

Usamos de vários artifícios pra encontrar essa paz. No meu caso, uso a música como válvula de escape, como a película que me separa do mundo e dos meus problemas. A música traz esperança, conforto, alegria e reflexão. É difícil imaginar o que seríamos sem a música. Ouvi o Marcelo Jeneci falando que a música é o nosso sexto sentido, e que não existir música é a mesma coisa que você perder o tato e não poder sentir as coisas. Não pude discordar dele. Outra vez ouvi a Ana Cañas dizendo que música é água! E essa comparação só reforça mais ainda o fato de que a música é essencial, ela hidrata nossa alma.

Falando em Ana Cañas, esse ano tive o imenso prazer de estar em dois dos seus shows aqui em São Paulo. Coincidência ou não, o primeiro e último show deste ano foram justamente esses dois a que me referi anteriormente. Comecei e terminei com chave de ouro esse ano de 2011! O primeiro show foi no teatro do SESI, lá na Av. Paulista, e o outro no SESC Bom Retiro. E aquela história de esvaziar a mente e encher o coração se fez presente nesses shows.
Quando a Cañas começou a cantar, sua voz ecoo no meu coração. É muita energia, talento e emoção numa pessoa só. Ela faz a gente se sentir parte de tudo isso, e a gente realmente faz. É uma terapia gratuita, é deitar-se no divã da vida e não sentir vergonha em se emocionar com a singularidade da sua voz. A Cañas é força, entrega e junto a tudo isso, ainda sobra espaço para uma timidez que vez ou outra ela deixa transparecer. E com tanto talento pra mostrar, fico feliz que o grande Nando Reis tenha descoberto isso, e presenteia a ela e a nós com suas composições sensíveis e avassaladoras. Ela interpreta tudo com paixão, e isso a gente sente só de ouvir. Sua voz afasta os maus pensamentos e dá lugar ao que está escondido lá no fundo do coração. Ela canta rasgado e canta baixinho. Canta em português, inglês, espanhol e até francês! São todas as mulheres numa só. É Piaf, Joplin, Eller… Ela é o Jazz, o Soul, o Rock, e tem a essência do que é a música!

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