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Arquivo da categoria: Devaneios

Escolhas

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O peso das nossas escolhas é algo impressionante. Mesmo quando a gente pensa que fez o certo, que escolheu o melhor caminho, as escolhas ainda pesam. Pesam uma tonelada, ás vezes duas.
E quando você percebe que ao invés de ter escolhido o caminho mais coerente e simples, escolheu dificultar sua vida e agora se arrepende amargamente?

O que pesa na sua escolha? Seu histórico? A opinião dos outros? Suas dúvidas? O que (mais) pesa? Difícil apontar assim né? Mas é preciso para que se possa entender onde que tá o erro, e a repetição contínua da sua auto-degradação.

Tô cansada de fazer sempre a escolha errada e mesmo assim não aprender com nada. Quem sabe agora que tenho ciência disso,  eu erre menos e escolha um caminho menos tortuoso e mais feliz? Chega de sofrimento, de dúvidas e incertezas. Cansei.

Transbordar

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Quero sobrar em mim, preencher cada pedacinho e depois transbordar em mim um muito de tudo que eu sou. Chega dos vazios, das lacunas, e do que falta. Não quero só o que se ajusta, e que se encaixa. Quero sobrar, transbordar em mim.

Quero cada sensação potencializada, cada sentimento sem freio. Quero o que me cause surpresa, medo e descobrimento. Quero que o choro afogue todas as mágoas e que os risos ensurdeçam os problemas e as tristezas. Quero o caos, e quero a calma, um muito de tudo na hora certa. Quero que sobre dores na bochecha e na barriga de tanto rir. Quero os olhos vermelhos e o rosto inchado quando o choro vier de uma ÚNICA vez, e que toda a dor e sufoco vá embora junto com as lágrimas.

E que falte apenas a dor, o desespero a falta de educação e tudo o que é ruim.

Abraço

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Quando fechamos os olhos estamos nos entregando, aflorarando os outros sentidos. Fechar os olhos é sentir prazer, romantismo, saudade, e é confiar também.

Acho que é por isso que quando o abraço é verdadeiro, a gente fecha os olhos. É, acho que é isso mesmo: é gesto inconsciente, e a gente só faz quando se sente a vontade, independente da situação. É uma confissão sem palavras, é sentir o outro ou sem ver. Olfato, audição, tato e paladar ganham mais sensibilidade e daí a gente tem a certeza de que deixando de ver, o resto dá conta.

Cadê a lâmpada?

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As vezes queria escrever algo inspirador, ou que ao menos colocasse aquela pulguinha atrás da orelha de quem lê meus devaneios. Todos nós passamos por tantas coisas diariamente, engolimos sapos só pra não nos perdermos e junto a isso nos manter acima de quem nos ofende e nos julga de forma errada. Passamos por coisas muito parecidas, afinal de contas somos humanos. Nos questionamos muitas vezes se estamos no caminho certo, se nossas atitudes condizem com nossos pensamentos, ou até mesmo com as convenções da nossa sociedade (ultrapassada). Pensamos muito no que fizemos e principalmente no que deixamos de fazer. Pensar… (as vezes) parece que é só isso o que fazemos. Daí é que surge a culpa a dor e o peso na consciência. Pensar devia ser proibido as vezes, e como diz a Martha Medeiros, devia ser um dos desejos que o gênio concederia ao sortudo que encontrasse a lâmpada!

Bom Humor

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Na vida a gente passa por tanta coisa, e algumas vezes se deixa abater por muito pouco. Nem sempre é fácil levar a vida numa boa, rindo e tirando os problemas “de letra”, mas uma coisa que é certa, é que a gente tem que sempre tentar tirar algo bom das situações, mesmo das ruins.

O texto hoje é pra falar de bom humor, que é a coisa que mais me chama a atenção quando conheço alguém. Admiro e me encanto com quem tem esse senso apurado. Gente que vê a vida de forma menos azeda e que ajuda a adoçar a minha.
Bom humor não é só fazer piadinha e querer fazer todo mundo rir, é um pouco mais que isso. Ser bem humorado é conseguir sorrir e não se abater com as coisas que não saíram como era esperado. É levar a vida de forma mais leve. É não vestir a armadura e encarar a vida de braços e mente abertos. É educação. É a certeza de estar sempre acompanhado, porque quem leva o sorriso no rosto e vê a vida com otimismo é imã. Todo mundo quer estar perto pra poder aproveitar um pouquinho disso.
E quem é bem humorado faz piadinha, é lógico que faz, e muitas! Podem ser piadas geniais, ou aquelas que ninguém ri. O importante é o clima descontraído. Ser bem humorado é também ser sagaz e desprendido. Quanto menos se importar com o que os outros falam, melhor. E quando não dá pra fugir, é saber fazer piada com a situação.
E pra quem fica ai de cara amarrada, saiba que isso só afasta as pessoas. Ninguém gosta de ficar perto de quem tá com a cara feia.

Pra mim bom humor não é PLUS, é PRÉ REQUISITO.

2011

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Em 2011 aprendi que não adianta pular ondinha na virada do ano se você não fizer por onde as coisas aconteçam na sua vida. A recompensa pelo esforço sempre vem, é inevitável.  Esqueça a calcinha e cueca colorida, é tudo mentira essa coisa de que a cor vai fazer diferença no que vai acontecer com a gente. Tudo mentira.

Aprendi também que a distância é sempre uma desculpa pra falta de interesse.  Quem quer vai atrás, simples assim.

Uma coisa que eu já sabia mas que fiz questão de atestar, é que vale (muito) a pena rever os amigos da vida toda e poder lembrar tudo o que passamos juntos, mesmo que o encontro seja uma única vez no ano inteiro.

Entendi que família é bicho complicado, mas não dá pra viver sem. É lá que você encontra apoio incondicional, amor, carinho e um pouco de confusão (lógico).

Experimentei muitos sentimentos diferentes. Senti medo, receio, tristeza, decepção e arrependimento. Também fiquei feliz e sorri que nem boba, e tantas outras vezes me emocionei com a simplicidade da vida.

Convivi com a saudade e a incerteza.

Aprendi a respeitar o momento de cada um que esteve ao meu redor, mesmo que não respeitassem o meu. A vida tem dessas coisas.

Confiei segredos e intimidades. Guardei um bocado deles também.

Aprendi ainda que por mais que a gente se importe com as pessoas, elas simplesmente não se importam conosco. E que tem muita gente que tem as outras pessoas como descartáveis. É como se enjoasse do outro, ou mesmo como se a pessoa perdesse a utilidade e fosse trocada por outra. É muita gente egoísta.

Assisti muitos shows esse ano, 14 no total. De Aerosmith a Zé Ramalho. Fui acompanhada e fui sozinha. Fui debaixo de Sol e debaixo de chuva. Guardei todos os ingressos, gosto disso.

E 2011 vai ficar marcado pela perda (enorme) de uma pessoa que eu amava, pela alegria e alívio da entrega do meu TCC e por ter me formado junto aos meus amigos e companheiros de faculdade. Fica marcado também por conseguir um novo emprego, pelo beijo intenso e cheio de vontade, por ter a oportunidade de conhecer melhor o que eu sinto, e por ter que me despedir do que antes era de praxe e cômodo.

2012 vem ai pra me testar. Vou sem medo, na cara e na coragem.

Ana Cañas

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E às vezes a gente precisa esvaziar a mente pra poder encher o coração.

Usamos de vários artifícios pra encontrar essa paz. No meu caso, uso a música como válvula de escape, como a película que me separa do mundo e dos meus problemas. A música traz esperança, conforto, alegria e reflexão. É difícil imaginar o que seríamos sem a música. Ouvi o Marcelo Jeneci falando que a música é o nosso sexto sentido, e que não existir música é a mesma coisa que você perder o tato e não poder sentir as coisas. Não pude discordar dele. Outra vez ouvi a Ana Cañas dizendo que música é água! E essa comparação só reforça mais ainda o fato de que a música é essencial, ela hidrata nossa alma.

Falando em Ana Cañas, esse ano tive o imenso prazer de estar em dois dos seus shows aqui em São Paulo. Coincidência ou não, o primeiro e último show deste ano foram justamente esses dois a que me referi anteriormente. Comecei e terminei com chave de ouro esse ano de 2011! O primeiro show foi no teatro do SESI, lá na Av. Paulista, e o outro no SESC Bom Retiro. E aquela história de esvaziar a mente e encher o coração se fez presente nesses shows.
Quando a Cañas começou a cantar, sua voz ecoo no meu coração. É muita energia, talento e emoção numa pessoa só. Ela faz a gente se sentir parte de tudo isso, e a gente realmente faz. É uma terapia gratuita, é deitar-se no divã da vida e não sentir vergonha em se emocionar com a singularidade da sua voz. A Cañas é força, entrega e junto a tudo isso, ainda sobra espaço para uma timidez que vez ou outra ela deixa transparecer. E com tanto talento pra mostrar, fico feliz que o grande Nando Reis tenha descoberto isso, e presenteia a ela e a nós com suas composições sensíveis e avassaladoras. Ela interpreta tudo com paixão, e isso a gente sente só de ouvir. Sua voz afasta os maus pensamentos e dá lugar ao que está escondido lá no fundo do coração. Ela canta rasgado e canta baixinho. Canta em português, inglês, espanhol e até francês! São todas as mulheres numa só. É Piaf, Joplin, Eller… Ela é o Jazz, o Soul, o Rock, e tem a essência do que é a música!

Amizade

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Aprendi e entendi que amizade a gente reconhece. Mas não no sentido de reconhecimento de mérito ou algo assim, mas no sentido de que a gente percebe e nota que de fato é amizade. É fácil confundir amizade com simpatia. É bem normal até. Mas é fácil também reconhecer quando a gente pode confiar em alguém. Confiar é uma grande prova de amizade. No caso de ser recíproca essa confiança, a coisa é forte o bastante para durar mesmo quando o barco parece que vai afundar.

Aprendi também, que amizade não é tempo, e sim intensidade. Você pode conhecer uma pessoa a vida inteira e não conhecê-la direito. Não conhece os defeitos, as rachaduras, os anseios e o que a faz feliz. Mas ai é que entra a diferença entre tempo e intensidade. Você conhece alguém e em pouco tempo reconhece como um amigo. Aprende e se interessa pela pessoa, conhece o suficiente para perceber quando ela está mal, quando precisa simplesmente da sua companhia, ou do seu silêncio. São, em muitos casos, um carinho velado, brincadeiras ou demonstrações de preocupação. Ser amigo é tomar as dores e fazer das guerras do amigo, as suas guerras.

Amizade é pensar e o outro falar. É estar conectado mesmo estando longe. É ter paciência, mas saber criticar. É não ter medo de ouvir o que o outro pensa, mesmo que seja totalmente oposto ao que você pensa. Entendi que você não precisa concordar com o que o seu amigo diz, basta ouvir, e pode ter certeza de que é isso que ele precisa.

Aprendi também que amizade é não desistir mesmo quando o outro dá todos os motivos do mundo. A gente se decepciona? Sim, várias vezes. Mas concorda que a gente só se decepciona com quem é importante pra gente? Por isso passamos por cima de qualquer derrapada que o outro dê. Pode ter certeza de que você também vai dar mancada, e ele vai sentir, mas vai te perdoar, porque amizade é isso também, perdão!

E mesmo já tendo aprendido tudo isso, todos os dias me surpreendo e vejo que não existe uma receita pra que as coisas funcionem de forma “certinha”, elas simplesmente acontecem como tem que acontecer. Ninguém entra nas nossas vidas por acaso, e a gente não as mantém junto a nós sem que isso faça algum sentido.

Senhor do Tempo

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Se você não cumpre com o que fala, se não honra as tuas palavras, não prometa e não faça os outros acreditarem e criarem expectativas com relação a você. É desperdício de tempo pra quem espera, e não importam as circunstâncias. Tempo a gente não recupera, não dá pra simplesmente voltar atras e mudar as coisas. Não dá! Tenha cuidado em não falar as coisas da boca pra fora, porque talvez pra você não tenha relevância, mas pra quem ouviu tem. Não roube o tempo de alguém quando você sabe que não poderá devolvê-lo. É sério, não faça isso. Tenha ciência de suas atitudes. Acredite ou não, há quem mude os próprios planos para aproveitar da sua companhia, então dê valor a isso e não brinque de “senhor do tempo” com a vida dos outros.

Desculpa

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A gente arruma muita desculpa pra dizer que não é feliz. Procuramos significado em tudo, quando devíamos apenas sentir…
… quer significado? Pega o dicionário. Ser e estar feliz é um pouco mais simples do que isso.
Permita-se abrir mão das coisas que empacam a sua vida. Isso só continua se você quiser. A escolha é só SUA.
Aprenda a valorizar os momentos e as pessoas que te fazem bem, e que fazem com que você esqueça (por alguns instantes) os seus problemas. Vamos parar de fantasiar as coisas. O que é simples não precisar ser mascarado de complexo.

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