RSS

Arquivo da categoria: Vida

Escolhas

Posted on

O peso das nossas escolhas é algo impressionante. Mesmo quando a gente pensa que fez o certo, que escolheu o melhor caminho, as escolhas ainda pesam. Pesam uma tonelada, ás vezes duas.
E quando você percebe que ao invés de ter escolhido o caminho mais coerente e simples, escolheu dificultar sua vida e agora se arrepende amargamente?

O que pesa na sua escolha? Seu histórico? A opinião dos outros? Suas dúvidas? O que (mais) pesa? Difícil apontar assim né? Mas é preciso para que se possa entender onde que tá o erro, e a repetição contínua da sua auto-degradação.

Tô cansada de fazer sempre a escolha errada e mesmo assim não aprender com nada. Quem sabe agora que tenho ciência disso,  eu erre menos e escolha um caminho menos tortuoso e mais feliz? Chega de sofrimento, de dúvidas e incertezas. Cansei.

Terapia [?]

Posted on

Passei duas semanas sem usar o fretado da empresa, e fui de transporte público para o trabalho. Apesar do esperado (estresse, discussões, etc e tal), me diverti muito mais do que podia imaginar. No meio de toda aquela bagunça, correria e aperto que é pegar um trem, prestei atenção nas conversas das pessoas (já que estava sem fones de ouvido) e gostei disso. Foi engraçado perceber que ali naquele “formigueiro” de pessoas, tem gente que tem problemas iguais aos meus, dilemas, sonhos, neuras… tudo bem parecidinho. Em compensação tem gente que é absolutamente o avesso do que sou. Tem a galera que é DJ, tem as mocinhas que seguram suas bolsas como se só elas estivessem ali naquele espaço apertado, tem a galera do preferencial que é bem folgadinha apesar de já ter seu espaço reservado… e mesmo com tudo isso, com todo o aperto, me diverti bastante.
É legal estar tão perto da simplicidade de algumas pessoas, porque querendo ou não, quem usa o transporte público nem sempre tem a opção de ir de carro, táxi ou fretado, então eu sei que muitos ali são pessoas simples, com salários modestos e com vidas humildes, e apesar dos pesares estão rindo da vida. Poder observar reações, expressões e toda essa coisa mais simplória que nós nem notamos por causa da correria e do nosso egoísmo habitual é único. Nos preocupamos tanto com nós mesmos, com nossos horários contadinhos, com o espaço que estamos ocupando no trem, no ônibus ou em qualquer transporte, que deixamos de olhar pro lado e observar o simples. Devia ser de lei parar um pouco de nos estressar com essas coisas, e tentar levar a situação de forma mais leve. Você vai ver que dá pra rir de tudo isso depois que sair da lata de sardinha.
Usei (sem querer) essas duas semanas como terapia, e me surpreendi por no final desse tempo não ter arrumado nenhuma briguinha ou discussão boba. Lógico que rolou um ou outro estresse, não vou ser hipócrita, mas que o bom humor prevaleceu, disso não tenha dúvida! E também nem vou dizer que o nosso transporte público é uma beleza, porque não é MESMO! Tem muito o que melhorar. Mas experimenta ai não se preocupar com as mesmices e depois veja se não tenho razão!

Ainda não começou

Posted on

Comecei 2012 com a sensação de que o ano ainda não começou. É um sentimento diferente dos outros anos, é como se algumas coisas (boas) tivessem deixado de acompanhar a virada do ano, e ficassem presas em 2011. É como se muitas “pontas soltas” ainda resistissem e não deixassem a vida seguir o curso normal que é pra frente e pra sempre.
Enquanto 2011 ia caminhando para o fim, algumas coisas desandaram e a ansiedade por um novo ano começava a aflorar. Senti as pessoas diferentes, em todos os sentidos, todas ela com a ânsia por um novo ano, e uma nova chance pra recomeçar.
Quando um novo ano começa, a gente quer se livrar de muitos hábitos e obviamente quer adquirir outros tantos. Acontece que as vezes algumas pessoas deixam “coisas” (hábitos, amizades, sonhos) boas e verdadeiras pra trás, e se enganam com o brilho e a promessa de outras coisas que teoricamente são melhores, e que vão satisfazer o que antes antes não eram suficientes. É um grande engano que as pessoas só se dão conta depois que quebram a cara.
Ano novo é tempo de rever os amigos que a gente passa o ano todo sem ver (e que dá uma saudade danada). É a chance de poder rir da mesma história que contaram nos anos anteriores, colocar as novidades em dia e ver como o cabelo daquela sua amiga tá diferentão, e que a barba daquele outro amigo tá enoooorme!
Ano novo chega sempre cheio de expectativas e vontades. Pra maioria ele chega em Janeiro, mas pra outros chega só em Abril. Tudo depende de como se vê as coisas e de como as sente.
A gente planeja e sonha com viagens incríveis, imagina um novo corte de cabelo e até uma corzinha pra chocar a galera. Abre o guarda-roupa na intenção de se desfazer das roupas velhas pra dar lugar ao que virá novinho das lojas. Fazemos uma limpezinha nas gavetas, jogamos fora a papelada inútil do ano que passou. E claro, prometemos “mundos e fundos” pros próximos 365 dias que teremos pela frente.
Tudo isso porque ano novo é sempre igual, e acho que é justamente por isso que não sinto que meu ano começou. Não fiz planos e nem promessas. Não arrumei meu guarda-roupa, não joguei papel fora e nem vi nada de novo que realmente valesse a pena nas pessoas. Todas estão tão distantes e preocupadas apenas com seus próprios umbigos e problemas…
Talvez meu ano comece amanhã, na semana que vem ou só lá em Abril mesmo. Mas se o seu já começou, faça as suas promessas tomarem forma e seus sonhos valerem a pena. 2012 além de ter 366 dias (uma a mais pra se viver), ainda chegou com a especulação de que ia acabar… ou seja, não perde tempo não!

2011

Posted on

Em 2011 aprendi que não adianta pular ondinha na virada do ano se você não fizer por onde as coisas aconteçam na sua vida. A recompensa pelo esforço sempre vem, é inevitável.  Esqueça a calcinha e cueca colorida, é tudo mentira essa coisa de que a cor vai fazer diferença no que vai acontecer com a gente. Tudo mentira.

Aprendi também que a distância é sempre uma desculpa pra falta de interesse.  Quem quer vai atrás, simples assim.

Uma coisa que eu já sabia mas que fiz questão de atestar, é que vale (muito) a pena rever os amigos da vida toda e poder lembrar tudo o que passamos juntos, mesmo que o encontro seja uma única vez no ano inteiro.

Entendi que família é bicho complicado, mas não dá pra viver sem. É lá que você encontra apoio incondicional, amor, carinho e um pouco de confusão (lógico).

Experimentei muitos sentimentos diferentes. Senti medo, receio, tristeza, decepção e arrependimento. Também fiquei feliz e sorri que nem boba, e tantas outras vezes me emocionei com a simplicidade da vida.

Convivi com a saudade e a incerteza.

Aprendi a respeitar o momento de cada um que esteve ao meu redor, mesmo que não respeitassem o meu. A vida tem dessas coisas.

Confiei segredos e intimidades. Guardei um bocado deles também.

Aprendi ainda que por mais que a gente se importe com as pessoas, elas simplesmente não se importam conosco. E que tem muita gente que tem as outras pessoas como descartáveis. É como se enjoasse do outro, ou mesmo como se a pessoa perdesse a utilidade e fosse trocada por outra. É muita gente egoísta.

Assisti muitos shows esse ano, 14 no total. De Aerosmith a Zé Ramalho. Fui acompanhada e fui sozinha. Fui debaixo de Sol e debaixo de chuva. Guardei todos os ingressos, gosto disso.

E 2011 vai ficar marcado pela perda (enorme) de uma pessoa que eu amava, pela alegria e alívio da entrega do meu TCC e por ter me formado junto aos meus amigos e companheiros de faculdade. Fica marcado também por conseguir um novo emprego, pelo beijo intenso e cheio de vontade, por ter a oportunidade de conhecer melhor o que eu sinto, e por ter que me despedir do que antes era de praxe e cômodo.

2012 vem ai pra me testar. Vou sem medo, na cara e na coragem.

Ana Cañas

Posted on

E às vezes a gente precisa esvaziar a mente pra poder encher o coração.

Usamos de vários artifícios pra encontrar essa paz. No meu caso, uso a música como válvula de escape, como a película que me separa do mundo e dos meus problemas. A música traz esperança, conforto, alegria e reflexão. É difícil imaginar o que seríamos sem a música. Ouvi o Marcelo Jeneci falando que a música é o nosso sexto sentido, e que não existir música é a mesma coisa que você perder o tato e não poder sentir as coisas. Não pude discordar dele. Outra vez ouvi a Ana Cañas dizendo que música é água! E essa comparação só reforça mais ainda o fato de que a música é essencial, ela hidrata nossa alma.

Falando em Ana Cañas, esse ano tive o imenso prazer de estar em dois dos seus shows aqui em São Paulo. Coincidência ou não, o primeiro e último show deste ano foram justamente esses dois a que me referi anteriormente. Comecei e terminei com chave de ouro esse ano de 2011! O primeiro show foi no teatro do SESI, lá na Av. Paulista, e o outro no SESC Bom Retiro. E aquela história de esvaziar a mente e encher o coração se fez presente nesses shows.
Quando a Cañas começou a cantar, sua voz ecoo no meu coração. É muita energia, talento e emoção numa pessoa só. Ela faz a gente se sentir parte de tudo isso, e a gente realmente faz. É uma terapia gratuita, é deitar-se no divã da vida e não sentir vergonha em se emocionar com a singularidade da sua voz. A Cañas é força, entrega e junto a tudo isso, ainda sobra espaço para uma timidez que vez ou outra ela deixa transparecer. E com tanto talento pra mostrar, fico feliz que o grande Nando Reis tenha descoberto isso, e presenteia a ela e a nós com suas composições sensíveis e avassaladoras. Ela interpreta tudo com paixão, e isso a gente sente só de ouvir. Sua voz afasta os maus pensamentos e dá lugar ao que está escondido lá no fundo do coração. Ela canta rasgado e canta baixinho. Canta em português, inglês, espanhol e até francês! São todas as mulheres numa só. É Piaf, Joplin, Eller… Ela é o Jazz, o Soul, o Rock, e tem a essência do que é a música!

Amizade

Posted on

Aprendi e entendi que amizade a gente reconhece. Mas não no sentido de reconhecimento de mérito ou algo assim, mas no sentido de que a gente percebe e nota que de fato é amizade. É fácil confundir amizade com simpatia. É bem normal até. Mas é fácil também reconhecer quando a gente pode confiar em alguém. Confiar é uma grande prova de amizade. No caso de ser recíproca essa confiança, a coisa é forte o bastante para durar mesmo quando o barco parece que vai afundar.

Aprendi também, que amizade não é tempo, e sim intensidade. Você pode conhecer uma pessoa a vida inteira e não conhecê-la direito. Não conhece os defeitos, as rachaduras, os anseios e o que a faz feliz. Mas ai é que entra a diferença entre tempo e intensidade. Você conhece alguém e em pouco tempo reconhece como um amigo. Aprende e se interessa pela pessoa, conhece o suficiente para perceber quando ela está mal, quando precisa simplesmente da sua companhia, ou do seu silêncio. São, em muitos casos, um carinho velado, brincadeiras ou demonstrações de preocupação. Ser amigo é tomar as dores e fazer das guerras do amigo, as suas guerras.

Amizade é pensar e o outro falar. É estar conectado mesmo estando longe. É ter paciência, mas saber criticar. É não ter medo de ouvir o que o outro pensa, mesmo que seja totalmente oposto ao que você pensa. Entendi que você não precisa concordar com o que o seu amigo diz, basta ouvir, e pode ter certeza de que é isso que ele precisa.

Aprendi também que amizade é não desistir mesmo quando o outro dá todos os motivos do mundo. A gente se decepciona? Sim, várias vezes. Mas concorda que a gente só se decepciona com quem é importante pra gente? Por isso passamos por cima de qualquer derrapada que o outro dê. Pode ter certeza de que você também vai dar mancada, e ele vai sentir, mas vai te perdoar, porque amizade é isso também, perdão!

E mesmo já tendo aprendido tudo isso, todos os dias me surpreendo e vejo que não existe uma receita pra que as coisas funcionem de forma “certinha”, elas simplesmente acontecem como tem que acontecer. Ninguém entra nas nossas vidas por acaso, e a gente não as mantém junto a nós sem que isso faça algum sentido.

Nunca desiste

Posted on

Porque paixão boa é essa que dura pra sempre. Amor bom é o que nunca desiste. Ser Corinthiano é estar eternamente apaixonado e não se importar quando as expectativas não são alcançadas. É amar e abraçar a loucura. É gritar até ficar rouco, chorar no ombro do desconhecido que está ao lado. É ter de aturar o país inteiro contra, e mesmo assim ser maior que tudo isso. É não ter as unhas, porque já roeu todas. É estar preparado e programado pra sofrer, e achar isso normal. É sorrir com ou sem dente, e empurrar o time sempre!
Corinthians é NAÇÃO!
Dos mistérios que cercam esse amor, a única coisa que sei é que SOU LOUCA POR TI, CORINTHIANS!

Senhor do Tempo

Posted on

Se você não cumpre com o que fala, se não honra as tuas palavras, não prometa e não faça os outros acreditarem e criarem expectativas com relação a você. É desperdício de tempo pra quem espera, e não importam as circunstâncias. Tempo a gente não recupera, não dá pra simplesmente voltar atras e mudar as coisas. Não dá! Tenha cuidado em não falar as coisas da boca pra fora, porque talvez pra você não tenha relevância, mas pra quem ouviu tem. Não roube o tempo de alguém quando você sabe que não poderá devolvê-lo. É sério, não faça isso. Tenha ciência de suas atitudes. Acredite ou não, há quem mude os próprios planos para aproveitar da sua companhia, então dê valor a isso e não brinque de “senhor do tempo” com a vida dos outros.

Na memória

Posted on

E aquelas tardes vão ficar pra sempre na memória. Hoje, que tudo está diferente, sinto falta do que sei que não volta mais. Tenho orgulho de dizer que aproveitei o máximo de todas as vezes em que estivemos juntos. Sempre fui a primeira a chegar, e uma das últimas a sair. Gostava de ouvir as histórias, e aproveitar esse tempo pra aprender mais, afinal, muita coisa havia pra ser ensinada. Ri incontáveis vezes, e sempre que precisei de conselhos, eu recebia.
Tenho medo de como serão as ‘tardes’ que estão por vir. Tenho medo da hipocrisia que vejo nascendo, e de como isso vai afetar a minha vida agora. Era tudo tão simples, éramos apenas nós mesmos, rindo, dançando e cantando. Agora o baile de máscaras está começando, e não estou afim de escolher uma para vestir.
A gente só tem noção do tamanho do buraco que a ausência de alguém deixa, quando as coisas mudam. E mudaram mesmo, pra valer.

Carnaval de impressões precipitadas

Posted on

Por que as pessoas gostam tanto do que não é real? Por que elas gostam de fantasiar que as outras são misteriosas, e que guardam milhares de segredos incontáveis? Por que ficam se enganando e acreditando que as outras pessoas tem histórias muito melhores do que as delas? Por que se encantam com tantas mentiras?
As pessoas fingem o tempo todo. Fingem porque precisam da atenção e aprovação do outro. Querem parecer mais interessantes do que realmente são. Vivem ludibriando uns aos outros sem se importar com a sinceridade de uma boa conversa, de um olhar,  de um toque e até mesmo das risadas que arrancam lágrimas dos olhos.
O momento da descoberta do que é singelo é frustrante para os que se iludem com o carnaval de impressões precipitadas. As pessoas parecem não gostar muito de acreditar que a vida é simples, e que nem sempre temos histórias mágicas para contar. Acho que por isso todos fingem e interpretam personagens no dia-a-dia. O singelo não basta, não tem brilho suficiente pra elas.
Existem também as pessoas que gostam mesmo do que é simples e sem floreios. Elas podem até falsificar complexidades(eu também falsifico as minhas),  mas não ficam interpretando papéis ridículos por ai. Não ficam inventando histórias pra se vangloriar e chamar mais a atenção pra elas. Se contentam em saber que as pessoas gostam de estar perto delas porque elas são desse jeito mesmo. Não tem vergonha de dizer que não tem nada novo pra contar sobre a própria vida. Não tem medo de parecer desinteressante aos olhos alheios.

Não gosto de quem finge o tempo todo, não gosto de quem me olha como se eu fosse uma salada de chuchu. Não é porque eu nem sempre tenha uma epopeia pra contar, que sou menos interessante que o fulaninho que conta causos que diretor nenhum de Hollywood botaria defeito. Há quem se interesse pela verdade, sinceridade e coerência dos meus atos. Há quem me enxergue além do que eu mesma imagino. Não escondo o que não existe. Você pode até olhar e não me entender, mas o segredo é a curiosidade de querer me conhecer de verdade.
O que é simples só precisa de um pouco mais de atenção. É só olhar mais de perto que você descobre muito mais do que imagina.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.